A verdadeira meditação é o amor!

Damos muita importância aos mestres visíveis e invisíveis...

Damos muita importância aos mestres visíveis e invisíveis, porque pensamos que pela meditação e pela disciplina, conheceremos o amor. O amor, porém, não é resultado de uma técnica. Por isso, as disciplinas e os mestres são inúteis, embrutecem a mente e congelam o coração – a verdadeira Meditação é a Compreensão! Os sistemas de meditação dos mestres esgotam a mente, insensibilizam-na, narcotizam-na! Com a Verdadeira Meditação compreendo-me a mim mesmo, e não serei então antissocial, não serei rico, não explorarei os pobres, não serei racista, não pertencerei a nenhuma religião organizada, não terei Casta, Classe, nacionalidade. Amaremo-nos então uns aos outros e não daremos importância às obras de pouca valia em que estão envolvidos os políticos: cercear exteriormente a sociedade, remendar, reformar, produzindo a confusão, a loucura e a miséria pelo mundo! Os políticos têm o bolso cheio e o coração vazio, são exteriormente ricos e interiormente pobres, vazios, corruptos, sem vocação para governar; e, por isso, vão ser substituídos por cérebros eletrônicos, computadores e robôs honestos e eficientes, conforme já escrevi em 1985 no Jornal A Tribuna da Imprensa! E, tanto o sistema de partido único, como o de muitos partidos, é antidemocrático – os políticos só pensam nos próprios interesses! Só haverá ordem no exterior quando existir no interior, na mente, porque o interior sempre prevalece sobre o exterior! Senão as religiões organizadas, o socialismo, o capitalismo, o comunismo, não teriam falhado! E a causa principal da violência, da miséria, da loucura, da confusão universal, é a falta de compreensão do processo psicológico! Só o homem que se compreende a si mesmo é pacífico! Só o infeliz e ignorante vive em conflito com seus semelhantes!

Os que seguem sistemas de meditação esperam que o “eu” seja amoroso, sábio, puro. A sabedoria do “eu”, porém, é ignorância, é avidez! A pureza do “eu”, do pensamento, é sujeira! Sem caridade, sem amor, o progresso conduz à destruição! Só existe progresso tecnológico e não da mente, do “eu”! No amor não existem graus de comparação, não existe “eu”, não existe superior e inferior, mestre e discípulo! Só no amor existe igualdade, liberdade, fraternidade, cosmopolitismo, livre movimento internacional de pessoas, liberdade de comércio, fim de barreiras alfandegárias! O amor é sempre novo, sempre criador, sempre alegre, sempre ardente, não é reação da memória morta, do passado morto; por isso ele é muito perigoso numa sociedade intolerante, cheia de barreiras religiosas, nacionalistas, filosóficas, ideológicas! Existe progresso do escriturário para gerente, de padre para bispo, para papa, e da roda aos modernos computadores e robôs; Mas não existe progresso de mentes e corações! Ou amamos ou não amamos! O Amor É Deus!

Manoel Ribeiro Barbosa - livro "O Despertar para a vida" - (24) 2484.1361