Gerar emprego e renda com a cidade criativa

Por Marcelo Bizerra, delegado do Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro

Uma discussão que sempre vem à baila na segunda capital do País é como gerar emprego e renda numa cidade em que as atividades predominantes são de comércio e serviços, abarcando a maior parcela do PIB (76,2%), seguido da indústria (23,3%) e do agronegócio (0,5%).

Entretanto, o Rio possui uma das mais altas taxas de desemprego do Brasil: 14,9% em 2017, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do IBGE. Em três anos (2014 a 2017), o desemprego no estado subiu 157%, passando de 494 mil em 2014, para 1,2 milhão de desempregados.

No mundo atual, o desafio é gerar desenvolvimento econômico ambientalmente sustentável e com inclusão social. Por isso, defendemos a valorização do que chamamos atualmente de cidade criativa. Afinal, um povo criativo como o nosso merece uma cidade criativa, que promova trabalho e renda a partir da habilidade da sua população. É a cara do Rio, que possui uma riqueza cultural celebrada no mundo inteiro.

Nesse conceito novo de cidade, o poder público usa os espaços urbanos para integrar atividades artísticas, culturais e sociais. Sempre com a parceria entre governo e empresas. Assim, poderemos aumentar a produção cultural e artística; atrair e manter talentos; intensificar o turismo e promover a 
diversidade social.

A cidade criativa valoriza o conhecimento e as ideias, além de dar vida aos projetos das pessoas. Está ligada à economia criativa, um conjunto de atividades que se utiliza das habilidades dos indivíduos ou grupos sociais. É uma cadeia produtiva capaz de gerar riqueza e empregos, e distribuir renda. Ganha a economia da cidade e melhora a qualidade de vida da população.

 

Marcelo Bizerra é delegado sindical do Sindicato dos Comerciários do Rio, Miguel Pereira e Paty do Alferes.