Soro antiapílico. Em 2015 houve envenenamento por picadas de abelhas e com 42 óbitos

Servidores do Instituto Vital Brazil produzem soro inédito

Um medicamento inédito está sendo produzido pelo Instituto Vital Brazil em parceria com o Centro de Estudos e Venenos de Animais Peçonhentos da Universidade Estadual Paulista de Botucatu (Cevap/Unesp): o soro antiapílico, contra o envenenamento de abelhas. Há um ano e meio sendo testado em humanos, o soro, único no mundo, já foi usado em 16 pacientes que sofreram múltiplas picadas de abelha e apresentou bons resultados.

?Todos os pacientes que receberam o soro antiapílico neste período de testes tiveram redução significante nos sinais e sintomas do envenenamento em um período de tempo curto. Além disso, não houve nenhum caso de reação adversa, o que significa uma grande notícia?, disse o presidente do Instituto Vital Brazil, Edimilson Migowski.

Nesta etapa, chamada estudo clínico fase II, é preciso testar o soro em 20 pacientes para verificar a segurança. Depois dessa fase de estudo, será iniciada nova pesquisa, que envolverá um número maior de pacientes, para comprovar a eficiência e a dose mais adequada.

?Em seguida, esperamos que o medicamento receba o registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser liberado para produção e distribuição em escala industrial. Temos uma previsão de que são grandes as probabilidades do soro entrar no mercado, para atender as demandas do Sistema Único de Saúde (SUS), no segundo semestre de 2019?, afirmou Migowski.

Em 2015, foram notificados quase 12 mil acidentes com envenenamento por abelhas com 42 óbitos, 14 vezes mais mortes notificadas do que em 2000, de acordo com os dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação.