A crise da Saúde no Rio e alternativas

É desesperador ver crianças, adultos e idosos sofrendo nos corredores dos hospitais do Rio de Janeiro.

13/12/2019 Fala Bizerra! Edição 272

É desesperador ver crianças, adultos e idosos sofrendo nos corredores dos hospitais do Rio de Janeiro. A crise da Saúde na capital fez a deputada federal Jandira Feghali propor algo importante, obtendo a solidariedade de Marcelo Freixo (PSOL), Pedro Paulo (DEM), Benedita da Silva (PT), Alexandre Serfiotis (PSD) e Chico D'Angelo (PDT). Eles pedem a abertura de um gabinete de crise na Câmara Federal para acompanhar a situação.

A ideia é encontrar saídas e formas de ajudar, reunindo Ministério da Saúde, Secretarias Municipais e Estaduais de Saúde, Conselho Municipal de Saúde, Fundação Oswaldo Cruz, deputados estaduais e vereadores. 

O que vemos é a falência de um Estado que tem um dos maiores PIBs do país, investimentos federais, grandes eventos e royalties do petróleo, mas que contraiu uma enorme dívida, afetando os municípios.

 Com o caos, médicos e funcionários da Saúde na capital estão há dois meses sem receber salários. Por isso, paralisaram suas atividades, complicando ainda mais a prestação de serviços à população.

Alternativas

Não existe fórmula mágica. Nesses casos, economistas indicam que é preciso aumentar as receitas e ajustar as contas. Mas, primeiramente, é fundamental garantir o bem-estar da população, principalmente de quem mais precisa.

Além da indústria de petróleo, a economia fluminense precisa fortalecer os setores de serviço e turismo, que têm um potencial extraordinário. Segundo o Ministério do Turismo, no ano passado, o estado liderou os destinos mais procurados; mais de 6,6 milhões de pessoas visitaram o Brasil, sendo que 1,3 milhão vieram para o Rio.

Pessoas da área afirmam que é essencial aumentar o número de eventos para atrair mais turistas. Assim, o poder público deve buscar parcerias com o setor privado e melhorar as áreas de segurança pública e infraestrutura com políticas públicas fortes.  

Isso não cabe só à capital do estado, mas a todos os municípios, que devem descobrir suas potencialidades econômicas e desenvolvê-las. É assim que se gera emprego e renda, melhorando as receitas das prefeituras para que estas prestem bons serviços à população.

- Marcelo Bizerra é diretor do Sindicato dos Comerciários e presidente da ONG Reviva