Onça-parda é flagrada por armadilhas fotográficas na Rebio Araras, em Petrópolis, no RJ
Parte da Rebio Estadual Araras está dentro do município de Miguel Pereira pela estrada do Caminho do Ouro, ao sul da reserva, ligando Petrópolis a Miguel Pereira, também conhecida como Estrada da Vargem Grande
04/02/2022
Meio Ambiente
Edição 383
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A presença de uma onça-parda foi flagrada por
armadilhas fotográficas instaladas na Reserva Biológica Estadual de Araras, em
Petrópolis. De acordo com o Instituto Estadual do Ambiente, o Inea, o segundo
maior felino do Brasil tem baixa população e está ameaçado de extinção devido
ao avanço da ação humana no habitat onde o animal vive.
O monitoramento dos animais foi iniciado 2018, por meio de armadilhas
fotográficas. Desde então, diversas espécies já foram registradas, inclusive
pacas e cachorros-do- mato.
O flagrante da onça-parda foi publicado nas redes sociais da Rebio
Araras nesta terça-feira (1°). O monitoramento de animais no local é feito por
meio de armadilhas fotográficas que foram destinadas à unidade de conservação
por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta do Ministério Público Estadual.
O equipamento auxilia a equipe da Rebio no monitoramento da qualidade ambiental
da fauna.
Com o auxílio da tecnologia,
já foram registradas na Rebio (estadual) Araras diversas espécies como o
Gato-maracajá (Leopardus wiedii), e o Gato-do-mato-pequeno (Leopardus
guttulus), também ameaçados de extinção. Somente no ano de 2021, foram
contabilizados cinco registros da onça-parda (Puma concolor) dentro dos limites
da reserva.
"Pelas características de
vida do animal, é possível perceber que a floresta está em equilíbrio, não
somente a Rebio Araras, mas também outras unidades de conservação vizinhas que
conseguem proteger todo esse ambiente florestal e permitir que a espécie
sobreviva", disse a gestora da Reserva Biológica de Araras, Érica Melo.
A onça-parda se alimenta de
animais silvestres de portes variados e exerce papel vital na manutenção da
integridade dos ecossistemas onde ocorre. A espécie tem a capacidade de
adaptação a vários tipos de ambientes, de desertos quentes aos altiplanos
andinos, com maior atividade ao entardecer e à noite.
Sobre a Rebio Araras
A reserva fica na Região Serrana do Rio e tem
3.837 hectares de área. A Rebio Araras protege, em seu interior,
aproximadamente, 110 nascentes e 100 km de extensão de cursos hídricos. Além
disso, no âmbito do Mosaico Central Fluminense, conecta a Reserva Biológica do
Tinguá à Zona de Vida Silvestre da Área de Proteção Ambiental (APA) Petrópolis,
duas grandes unidades federais da Região Serrana. A variação de altitude está entre 910 e
1.770 metros (Pico do Couto).
Histórico
O histórico da Rebio Araras envolve
primeiramente o seu reconhecimento como floresta protetora, depois Horto
Florestal e, posteriormente, Reserva Biológica. No ano de 1987, a administração
da área protegida passou à hoje extinta Fundação Instituto Estadual de
Florestas (IEF, RJ), atualmente Inea. Em 18 de julho de 2000, com a promulgação
da Lei Federal nº 9.985, que criou o Sistema Nacional de Unidades de
Conservação (SNUC), foram estabelecidos os procedimentos para a criação das
Reservas Biológicas.